Pela meteorologista Dayane Figueiredo
A partir de sexta-feira, a atuação de áreas de baixa pressão, combinadas ao transporte de umidade, favorece a formação de instabilidades mais organizadas entre o Paraguai, o Sul do Brasil e Mato Grosso do Sul. As chuvas ganham força principalmente sobre o Sul do Brasil, com volumes entre 30 e 50 mm, podendo ocorrer pontos localmente mais elevados, além de risco para temporais, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sudoeste do Paraná.
No Centro-Oeste, a chuva ocorre de forma mais irregular, isolada e com acumulados baixos sobre o sul e oeste de Mato Grosso do Sul e partes de Mato Grosso. Pontualmente pode chover forte em áreas próximas ao Paraguai, onde os volumes podem variar entre 20 e 60 mm, e também no norte de Mato Grosso. Essas chuvas ainda contribuem para a manutenção da umidade do solo, especialmente para o milho segunda safra. Em Goiás, o tempo seco e quente predomina.
No Sudeste, a maior parte da região segue com predomínio de tempo mais seco, principalmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, com poucas ocorrências de chuva. O Espírito Santo e o leste de Minas devem registrar pancadas isoladas de chuva especialmente no início do período. Esse padrão favorece o avanço da colheita e a maturação das culturas, mas mantém a atenção para o aumento do estresse hídrico em áreas com lavouras mais tardias.
Entre o final de semana e o início da próxima semana, o avanço de uma frente fria deve provocar instabilidades sobre áreas do interior de São Paulo, toda a região Sul do país e parte de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. As pancadas de chuva no Sudeste e Centro-Oeste tendem a ser pontuais e localizadas, enquanto os maiores acumulados se concentram sobre o Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com volumes que podem chegar a 20 mm.
Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve se instalar sobre a região Sul, provocando queda nas temperaturas, principalmente na Campanha Gaúcha e na porção centro-sul do Rio Grande do Sul, onde as mínimas podem atingir cerca de 8°C. Esse resfriamento também será sentido, de forma mais moderada, em Santa Catarina e no Paraná, com temperaturas mais baixas no início da próxima semana.
Para a porção central do país, o frio deve avançar apenas na segunda metade da próxima semana, com menor intensidade e sem expectativa de quedas acentuadas de temperatura. Até o momento, não há indicativo de risco para geadas.